A Xiaomi (pronuncia-se cháomi), empresa chinesa que desenvolve smartphones, periféricos, e acessórios – assim como serviços de internet -, deu início às suas operações no Brasil. A empresa já era esperada ansiosamente por um grande número de fãs da marca aqui no Brasil, devido à ótima relação entre custo e benefício.
Quem fez a apresentação foi Hugo Barra, vice-presidente internacional da Xiaomi. Você leu certo e eu não escrevi errado 🙂 , Hugo comanda as operações globais da Xiaomi em todos os mercados fora da China. Antes de fazer parte do time da Xiaomi, em 2013, Hugo Barra foi vice-presidente para produtos do Android, no Google. É formado pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology em Ciências da Computação, Engenharia Elétrica e Gestão.
Após uma longa espera para acomodar fãs e jornalistas (havia cerca de 800 pessoas) dentro do Teatro NET, no shopping Vila Olímpia, o evento iniciou com Hugo Barra apresentando o histórico da empresa, números de produção e tudo mais, os produtos foram apresentados. E foram apenas três. Um smartphone, uma pulseira fitness que leva o nome de Mi Band e um power bank de 10.400 mAh.
O smartphone é o Redmi 2, que tem configuração intermediária, pode usar dois chips (3G ou 4G simultâneos) e chega a um preço ótimo em relação aos concorrentes (R$ 499). Importante dizer que processador, memória, tela e vidro que protege o display são de fabricantes de primeira linha. Usei o Redmi 2 na coletiva, por alguns minutos, e o que posso dizer é que o produto é muito bem acabado, o desempenho é ok, o Android ainda está na versão 4.4 (KitKat) e a interface, chamada de MIUI (Mi user interface) é muito agradável de ver e usar. Para falar mais, espero poder testar o aparelho em breve.
Ao ser questionado por que a empresa trouxe apenas um smartphone de seu portfólio, Hugo Barra explicou que “a estratégia é ter foco e trazer um produto de cada vez. Queremos atrair o maior público possível e o Redmi 2 é o nosso smartphone com preço muito acessível e que pode trazer muito mais pessoas para a marca.”
A MI Band já é sucesso de vendas em outros países, portanto, não é uma novidade. Assim como outras pulseiras inteligentes do mercado, ela conta passos, monitora seu sono e vibra como despertador. A novidade, que eu ainda não vi em nenhum outro concorrente, é que ela também é seu identificador do smartphone. Isso quer dizer que o smartphone identifica a pulseira e você não precisa inserir o código de desbloqueio do seu aparelho. Ela funciona como aplicativo Mi Fit e pode ser utilizada em qualquer smartphone com Android e, segundo Hugo Barra, tamb[em com iPhone. Quero testar, Xiaomi! O preço de 95 reais está excelente quando comparado aos concorrentes.
O terceiro produto apresentado foi a bateria portátil chamada de Mi Power Bank. Ela tem 10.400 mAh (37,44 watts) de capacidade. Power banks também não são novidades, porém, o tamanho do produto é bem portátil para essa capacidade (9 x 7,8 x 2,3 cm) e, novamente, um preço bem abaixo dos concorrentes (R$ 99).
Os produtos serão comercializados a partir de 7 de julho próximo. Não haverá lojas físicas, os produtos da Xiaomi estarão disponíveis por comércio eletrônico no próprio site da empresa, o mi.com. É necessário fazer um cadastro e aguardar o “evento de vendas”, como está escrito no próprio site.
Para quem quiser assistir o evento inteiro, é só clicar no vídeo abaixo.
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